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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Emulação e pirataria

     Emuladores são uma "obra de arte" na programação, uma arquitetura simular outra é fantástico, ver trabalhos como o Higan e o Dolphin e o quão habilidoso são os programadores, é de outro mundo. Mas sempre que se vê alguma matéria sobre emuladores, sempre há aqueles que crucificam alegando que quem faz isso está prejudicando o mercado de games, dizendo que apesar de que os emuladores são "legais" (juridicamente falando) para ter um "backup" do console e jogo que o usuário possui, ninguém respeita. 

     Bom, seria hipocrisia negar isso, mas vamos levantar alguns aspectos. Antes de começar, vou deixar essa mensagem da página oficial do Jordan Mechner, o gênio por trás do Prince of Persia:

Ele deixou ué... ¯\_(ツ)_/¯

"For purists who'd like to play the original DOS, Apple, or C-64 games just as you remember them... well, they're out there, but I can't tell you where."
     "Para os puristas que gostam da versão original de como se lembra, eles estão aí, só não posso dizer onde", o que dizer sobre isso? O jogo não é mais vendido, não pode ser mais vendido, que lucro ele terá? Nenhum.




Beleza! Quando chegar me avise!



  •      Primeiro ponto, jogos que não são mais lucrativos: Hoje em dia está cada vez mais difícil comprar jogos originais da 6ª geração para trás, em grandes lojas é muito difícil, restando apenas vendedores em sites como mercado livre, em que você vai pagar por um produto superfaturado, e que nem a desenvolvedora vá ganhar com isso. Sem contar que com esse investimento está arriscando a ficar sem console, pois manutenção em PSOne por exemplo, estará cada vez mais escaço.


Embrulhe para presente
  •      Segundo ponto, plataformas jurássicas: novamente o único recurso é mesmo apelar para o mercado livre e estar sujeito a superfaturamento, e novamente a empresa não ganhará nada.
  •      Terceiro ponto, plataformas sem suporte ao país: Estou falando de você Nintendo! Tenho um 2DS e por muito pouco não comprei um Wii U, fiz minha conta canadense para que futuramente vinculasse a um Wii U, mas e aí? O Wii U fugiu do país, desfiz do meu cartão internacional e agora meu 2DS tá "encostado". Não tenho nem como comprar! Por que eu apoiaria uma empresa em que para ela, pessoas "como eu" não dá lucro nenhum?


Arquivos da versão Steam do Tomb Raider

  •      Quarto ponto, sistemas operacionais obsoletos: Aqui rola meio que uma grandiosa contradição, ao comprar algum jogo de MS-DOS seja na Steam (como o primeiro Tomb Raider) ou no GOG, os jogos vem com o DosBOX instalado e configurado. Sendo que o mesmo não é vendido para o Linux, e usando basicamente a mesma máquina virtual. Já que comprei, acho que tenho direito de usar onde eu quiser! Outro ponto são jogos para Windows que não são mais vendidos, e que rodam melhor no Wine do que no próprio Windows.

     Esses são meus pontos de vista em relação ao que está "a salvo do pecado", não acho mesmo que o usuário tenha que penar tanto sendo que não gerará nenhum lucro para ninguém. Na minha opinião só mesmo consoles da 7ª geração para frente não devem ser emulados, é tão fácil comprar jogos no PS3/PS4/X360/XO que não merecem desbloqueios e emulação (um dia, inegavelmente irá acontecer, o do PS3 está a caminho), pois dão suporte para nós brasileiros, é fácil ter uma conta brasileira e colocar créditos com cartões pré pagos, comprados com boletos. Outra coisa também são os jogos que ainda se encontram à venda, como clássicos do PSOne e PS2 vendidos na PSN, clássicos do Mega Drive que são vendidos na Steam por exemplo.

     Agora uma viagem: imagine se houvesse um comércio legal de ROMs, algo como o GOG faz com os jogos de DOS, seria demais! :)


     

sábado, 22 de novembro de 2014

Piratear jogos atualmente é justificável?

   Resposta simples: Não!

   Vou começar essa matéria já defendendo meus pontos:
   É aceitável para aquele pai trabalhador, que não joga, tem suas contas para pagar, recebe pouco e quer dar um pouco de alegria para suas CRIANÇAS, tudo bem! Ele consegue tudo com esforço e quer harmonia na família, e seus filhos não tem condição de satisfazer as próprias vontades. Hoje em dia esses pais que desconhecem sobre video-games estão cada vez mais escassos, e os jogadores estão se tornando pais.
   É aceitável quando o jogo original está inacessível, principalmente quando o vídeo game se torna obsoleto, por exemplo o Wii em que muito dos seus jogos são raros de encontrar, ou o PS2 na época e por aí vai. Na minha cidade mesmo nunca vi jogo original do PS2 ou do Wii. Hoje em dia todo console tem uma store, onde fica fácil pesquisar preços, para o PC então, nem se fala (explicarei melhor mais a baixo).
   É aceitável emular (polêmica!) quando não se encontra mais o console à venda e menos ainda jogos novos, por exemplo, PSOne, Dreamcast, Game Cube, que nem se quer são rentáveis. Para os puristas é melhor comprar o console usado.
   Me refiro apenas a jogos e consoles novos, pois usados é "quase pirataria", considerando que é uma licença para cada e ela já foi usada. Claro que quem vende perde a posse, e "dá licença" para outro usuário, justo não? Porém para a empresa não é assim. No mundo dos PCs é comum ver avisos de 1 serial por máquina/pessoa/conta. Por isso deixarei de citá-los.
   "Ah os jogos no Brasil são caros!", não é tão mais caro, e as vezes é mais "em conta" do que lá fora, vejam bem o dólar hoje está R$ 2,522, os jogos são lançados lá fora por 60 dólares em média, em conversão direta ficaria em R$151,32. A maioria dos jogos aqui são vendidos a R$199, aí tira taxas de importação, impostos, lucros das lojas que costuma ser grande, e geralmente costumam aplicar o frete nesse valor. Vamos lá, 200-152=48, 48 reais que entrega nas mãos dos outros. Bom, pegarei o Call of Duty Advanced Warfare de exemplo (lançado faz 19 dias), o jogo hoje é vendido na Gamestop por $59,99, daí fiz uma pequena busca no Buscapé e na Steam.


   E o que temos? Você encontra o jogo por R$173,90 mais frete (aqui, interior de minas fica em R$15), podendo ser dividido em 5x sem juros, daí voltando à aquela continha temos R$22 de taxas, pra PC então nem se fala, na Gamestop está $59,99 (versão digital) e na Steam brasileira se encontra por R$109,99... Quase R$50 a menos, isso porque a Activision tem fama de mercenária, outras produtoras costumam ultrapassar esse valor de desconto. E outra, várias lojas costumam fazer boas promoções, Veja essa promoção relâmpago do Assassins Creed Unity (lançado há 11 dias) no Ponto Frio:


   Um lançamento a R$130, não mata ninguém! Esse foi só um exemplo, o Ponto Frio mesmo costuma fazer umas promoções de R$99. As stores digitais também fazem algumas promoções. Isso para consoles, no PC então... Já cansei de comprar lançamentos a 60~70R$, vejam a minha matéria sobre lojas no PC, dou várias dicas para ficar por dentro de promoções. E digo mais: quem precisa comprar em lançamento? Ninguém! Os preços caem consideravelmente com o tempo, e não perdem sua qualidade, não é porque o jogo tem 2 ou 3 anos faz dele ruim! 
   "Ah mas lá fora o salário mínimo é $1000, um jogo é menos de 1/16 do salário", pra mim esse é o argumento mais patético que alguém pode citar, comparar um país de "1° mundo" com um "emergente" é ridículo. O problema maior está no Real, que impede de que tenhamos poder de compra de produtos estrangeiros, ou vai dizer que o justo seria o salário mínimo do brasileiro ser de R$2522 para equivaler a lá fora? Infelizmente não é a realidade do Brasil, se o Real pelo menos se aproximasse do valor do dólar, nossa vida seria outra! Um outro detalhe que acho bobo nesse argumento é as pessoas medirem salários de acordo com o salário mínimo, isso não se faz mais. Nunca irá acontecer de alguém oferecer um emprego e dizer "oh, você ganhará 2 salários mínimos", porque as empresas não dão aumento da mesma forma que sobe o salário mínimo. Outro ponto também, é que quem recebe um salário provavelmente não terá consoles novos, e uma dica se você recebe um salário mínimo, deveria usar esse dinheiro e investir em estudo para assim conseguir uma forma de se promover na vida, e com os jogos (muito provavelmente) não conseguirá.
   E isso é tão hipócrita, porque você vê muita gente por aí recebendo pouco e gastando quantias orbitantes em coisas ridículas. Tem muito cara aí gastando em rodas de carro um valor maior que do próprio carro! Sem contar o gasto adicional de colocar ele arrastando no chão, mais um som estridente de uns 2 ou 3 mil. Ou então pessoas que dão R$100 em uma garrafa de whisky e mais de R$100 em um convite para um evento que se bobear ainda acaba em brigas. Ou ainda criaturas que gastam mais de R$400 em um tenis... Brabo

   Bom, concluindo: 
   Não apoie a pirataria, de forma alguma! O Brasil tem ganhado mais destaque foi graças ao aumento considerável de pessoas que preferem os jogos originais, temos muito mais jogos localizados em português do que nunca!
   Os jogos são divertidos, mas nem de longe são essenciais. Se está achando um jogo caro, espere pacientemente que ele diminua o preço ou fique atento à promoções, se ainda assim quiser jogar, compre um jogo mais antigo, porque vale a pena. A pirataria prejudica sim as empresas, e se o alto preço te revolta, não desconte nas empresas e sim no governo, porque eles estão lá por nossa culpa e só nós poderemos mudar esse quadro!